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terça-feira, 28 de agosto de 2012

doença do beijo

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doença do beijo

Doença do beijo

Reportagem: Michel Keller
Produção: Marta Cibeli

O beijo. Ah, o beijo! Fala a verdade, é bom demais, né? Para muitos - românticos ou não - essa é uma das melhores invenções do mundo. Também é o ponto de partida para muitas paixões.

Mas agora o companheiro inseparável dos bons amantes está na mira da medicina. Especialistas advertem: beijar pode ser prejudicial à saúde. Quem beija pode ser contaminado pelo vírus causador da mononucleose infecciosa. É mais uma coisa pra se prestar atenção na hora da paquera.

Marcos Boulo, infectologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explica que o vírus é transmitido pela troca de saliva durante o beijo. Por isso a doença ficou conhecida entre os médicos como a febre do beijo. "O que acontece é que quando uma pessoa está doente e vai beijar, a quantidade de vírus e bactérias é muito maior. Então a chance de ficar doente é muito maior".

Os jovens são as principais vítimas. "Quando você vai beijar alguém não pensa nessas coisas. Vai pelo impulso. Na hora na agitação vai pelo embalo. Depois você pára para pensar. Às vezes nem pára pra pensar", diz uma adolecente.

Entre a população 90% têm o vírus e nem sabe. Isso acontece porque os sintomas dessa doença são muito parecidos com os da gripe. A infecção atinge a faringe, provoca febre alta, mal estar, cansaço, dores na garganta, falta de apetite e o aumento dos gânglios linfáticos do pescoço. A doença do beijo não tem cura nem vacina. Em média, a infecção é controlada pelo próprio organismo depois de duas semanas. "O tratamento que a gente sempre fala com doença de vírus desse tipo é sintomático. Então a pessoa se tem febre toma um antitérmico. Se tem dor toma um analgésico e assim por diante", explica o infectologista.

Mas será que é preciso ficar sem beijar? "Deixar de beijar na boca nunca, mas se por acaso a pessoa está doente e você percebe, ou a mesma pessoa que vai beijar sente que está resfriada com aquele pigarro, é melhor não. Melhor esperar", aconselha o Boulo.

Quando a gente fala da questão beijo, afinal de contas, qual é a importância do beijo na vida das pessoas? "Tem que beijar. O beijo é uma das maiores manifestações de carinho, de amor. Sem o beijo o relacionamento amoroso não vai pra frente. Nem começa. O beijo é importante. Seria terrível para a vida afetiva, para a vida sexual, se as pessoas ficassem muito preocupadas em beijar com o risco de pegar essa doença", conta o professor Ailton Amélio, psicólogo da Universidade de São Paulo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

tireóide

TIREÓIDE: SINTOMAS E TRATAMENTOS


Essencial para o bom funcionamento do organismo, a tireóide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo humano. Sua principal função é a produção e armazenamento dos hormônios tireoidianos: T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina). A produção desses hormônios é feita após a estimulação das células pelo hormônio da hipófise TSH.



Os hormônios (T3 e T4) são responsáveis por regular o nosso metabolismo, ou seja, o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. O problema acontece quando as taxas desses hormônios ficam alteradas.

Sintomas como: cansaço, sonolência, unhas quebradiças, aumento ou diminuição de peso, desânimo, cabelos e peles secos, prisão de ventre ou tendência a diarréia, ansiedade, perda de apetite podem ser sinais de que algo não anda bem com sua tireóide. Por isso fique atenta. Antes de mais nada veja quais são

os principais distúrbios da tireóide.

Hipotireoidismo


O hipotireoidismo é caracterizado pela diminuição na produção dos hormônios T3 e T4. Esse mal atinge tanto homens quanto mulheres, mas a incidência é maior entre as mulheres e aumenta com a idade, principalmente depois dos 35 anos.

Pode ter várias causas, mas a mais comum decorre da doença de Hashimoto. Essa doença aparece quando o organismo, por razões ainda desconhecidas, não reconhece a tireóide como parte do corpo e o sistema imune começa a produzir anticorpos que “atacam” a glândula.

O diagnóstico é feito através de exames de sangue que medem a quantidade dos hormônios tireoidianos. Alto nível de TSH circulante é o melhor indicador de hipotireoidismo. Em contrapartida, os nívei
de T3 e T4 aparecem reduzidos.

Além dos exames de sangue é importante ficar atento a alguns sintomas que podem indicar hipotireoidismo. São eles: depressão, cansaço, cabelos e pele ressecados, unhas quebradiças, fadiga, perda de apetite, prisão de ventre, anemia, aumento de peso, tornozelos e rosto inchados, menstruação irregular e colesterolelevado. Na presença de mais de um desses sintomas é importante que consulte um médico.

“A melhor maneira de “acelerar” o metabolismo é ter uma alimentação saudável e fracionada, praticar atividade física regularmente e fazer o tratamento adequado”

Apesar de não ter cura, o tratamento varia de pessoa para pessoa e deve ser avaliado pelo médico. Mas de maneira geral ele é feito através de medicamentos que visam repor os hormônios que a tireóide não consegue produzir.


Muitas pessoas que tem hipotireoidismo dizem que não conseguem eliminar peso, pois tem o “metabolismo lento”. Realmente, o metabolismo dessas pessoas é mais lento devido à diminuição dos hormônios da tireóide T3 e T4. A melhor maneira de “acelerar” o metabolismo é ter uma alimentação saudável e fracionada, praticar atividade física regularmente e fazer o tratamento adequado.


Hipertireoidismo

O hipertireoidismo se desenvolve quando há um aumento excessivo na produção dos hormônios T3 e T4. Com o aumento na concentração desses hormônios no sangue, o organismo trabalha de forma mais acelerada. Esse processo resulta em estado metabólico hiperativo no qual as funções do corpo, principalmente a digestãoaumentam. Como conseqüência, ocorre má absorção de determinados nutrientes.

A principal causa do hipertireoidismo é a chamada Doença de Graves, que pode provocar, entre outros sinais, uma protuberância no pescoço, denominada bócio.

O diagnóstico pode ser feito através da realização de um ultra-som da tireóide ou de exame de sangue específico que avaliará a dosagem dos hormônios tireoidianos. Níveis elevados de T3 e T4 e TSH baixo são indicadores de hipertireoidismo.

Alguns sintomas estão relacionados com o aumento desses hormônios e possível diagnóstico de hipertireoidismo, são eles: aumento da freqüência cardíaca, perda de peso, tremores, fraqueza muscular, nervosismo, queda de cabelos, alterações na pele, diarréia, sudorese e diminuição do fluxo menstrual (em mulheres).


O tratamento é feito com drogas antitireoidianas, o mecanismo de ação dessas drogas consiste na redução da síntese de T3 e T4, ou ainda com administração de iodo radioativo. O tratamento mais adequado vai variar de pessoa para pessoa e só o médico poderá fazer essa avaliação. Apenas em alguns casos, a cirurgia para retirada da tireóide é indicada, como por exemplo, suspeita de câncer ou pessoas com grande aumento do bócio.

sábado, 30 de maio de 2009

berne






A mosca Dermatobia hominis, cuja fase larval, no Brasil, é denominada por berne, encontra-se distribuída desde o sul do México, na América Central, em algumas ilhas do Caribe (Antilhas menores, Trinidad e Tobago) e em todos os países das América do Sul.No Brasil, encontra-se distribuída em quase todos os Estados, variando de intensidade de acordo com as condições climáticas. No Mato Grosso do Sul, está presente durante o ano todo com picos populacionais em setembro/outubro e, em números consideráveis, durante todo o período chuvoso.Essa mosca pertence a família Oestrida, é preto-acinzentada, com o abdome azul-escuro metálico, medindo de 10 a 12 mm de comprimento, ela também é chamada de "mosca berneira" (Dermatobia hominis),e causa a doença chamada berne e usa de um artifício muito interessante para a perpetuação da sua espécie. Esse inseto vive por apenas 24 horas. Na época da oviposição, que ocorre nas estações mais quentes do ano (presença de temperatura e umidade ideais), a mosca berneira "captura" um outro inseto, normalmente uma outra espécie de mosca( frequentemente a mosca domestica), e nele deposita seus ovos, na região do abdômen. Quando o inseto veiculador pousa sobre os pêlos do animal, as larvas são eclodidas e deixam o corpo do hospedeiro intermediário (mosca domestica, por exemplo) e se aloja no corpo do hospedeiro definitivo ( boi, cão, o homem etc.), quando a mosca pousa sobre o corpo do animal. As larvas caminham sobre os pêlos até atingirem a pele, e criam uma pequena perfuração por onde penetram. É nesse local que a larva irá se desenvolver. Em cerca de 1 semana, a larva já aumentou 8 vezes de tamanho, podendo permanecer por 40 dias ou mais na pele do hospedeiro, crescendo continuamente


quarta-feira, 27 de maio de 2009

LUPUS




O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica de causa desconhecida, onde acontecem alterações fundamentais no sistema imunológico da pessoa, atingindo predominantemente mulheres. O sistema imunológico é uma rede complexa de órgãos, tecidos, células e substâncias encontradas na circulação sanguínea, que agem em conjunto para nos proteger de agentes estranhos. Uma pessoa que tem LES, desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células normais, podendo consequentemente afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos. Ou seja, a pessoa se torna "alérgica" a ela mesma, o que caracteriza o LES como uma doença auto-imune.Mas não é uma doença contagiosa, infecciosa ou maligna. A maioria dos casos de LES ocorre esporadicamente, indicando que fatores genéticos e ambientais tem um papel importante na doença.O Lupus varia enormemente de um paciente para outro, de casos simples que exigem intervenções médicas mínimas, à casos significativos com danos à órgãos vitais como pulmão, coração, rim e cérebro. A doença é caracterizada por períodos de atividade intercaladas por períodos de remissão que podem durar semanas, meses ou anos. Alguns pacientes nunca desenvolvem complicações severas.Histórico Em 1851, o médico francês Pierre Lazenave observou pessoas que apresentavam "feridinhas" na pele, como pequenas mordidas de lobo. E em 1895, o médico canadense Sir William Osler caracterizou melhor o envolvimento das várias partes do corpo e adicionou a palavra "sistêmico" à descrição da doença.Lupus=lobo eritematoso=vermelhidão sistêmico=todoDefiniçãoO "American College of Rheumatology", uma associação americana que reune profissionais reumatologistas, estabeleceu em 1971 e revisou em 1982, 11 critérios que definem o quadro de Lupus. Estes critérios foram modificados em 1997. Uma pessoa pode ter LES se 4 critérios estiverem presentes:Critérios de pele:1 - mancha "asa borboleta" (vermelhidão característica no nariz e face)2 - lesões na pele (usualmente em áreas expostas ao sol)3 - sensibilidade ao sol e luz (lesões após a exposição de raios ultravioletas A e B)4 - úlceras orais (recorrentes na boca e nariz)Critérios sistêmicos:5 - artrite (inflamação de duas ou mais juntas periféricas, com dor, inchaço ou fluído)6 - serosite (inflamação do revestimento do pulmão - pleura, e coração - pericárdio)7 - alterações renais (presença de proteínas e sedimentos na urina)8 - alterações neurológicas (anormalidades sem explicações - psicose ou depressão)Critérios laboratoriais:9 - anormalidades hematológicas (baixa contagem de células brancas - leucopenia, ou plaquetas - trombocitopenia, ou anemia causada por anticorpos contra células vermelhas - anemia hemolítica)10 - anormalidades imunológicas - (células LE, ou anticorpos anti-DNA, ou anticorpos SM positivos, ou teste falso-positivo para sífilis)11 - fator antinúcleo positivo (FAN)

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