quarta-feira, 22 de julho de 2009

diamantes





quando mentir torna-se doença

Mitomania

A mitomania é a tendência mórbida para a mentira. Normalmente, as mentiras dos mitomaníacos estão relacionadas a assuntos específicos. Uma menina cujo pai é violento, por exemplo, pode começar a inventar para as colegas como sua relação com o pai é boa e divertida, contando sobre passeios e conversas que nunca existiram. Justamente pelos mitômanos não possuírem consciência plena de suas palavras, os mesmos acabam por iludir os outros em histórias de fins únicos e práticos, com o intuito de suprirem aquilo de que falta em suas vidas. É considerada uma doença grave, necessitando o portador dela de grande atenção por parte dos amigos e familiares.

Sobre a doença

Dizer a verdade é um sofrimento para quem tem mitomania, doença definida como uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado essencialmente por declarações mentirosas, vistas pelos que sofrem do mal como realidade.

Desse ponto de vista, podemos dizer que o discurso do mitômano é muito diferente daquele do mentiroso ou do fraudador, que tem finalidades práticas. Para estes, o objetivo não é a mentira, sendo esta apenas um meio para outros fins. Contam histórias ao mesmo tempo que acreditam nelas. É também uma forma de consolo.

Esse distúrbio tem sua origem na supervalorização de suas crenças em função da angústia subjacente. Muitas vezes as mesmas se apresentam unidas à angústia profunda, depressão e pós depressão.

De um lado, o mitômano sempre sabe no fundo que o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Mas ele também sabe que isso deve ser verdadeiro para que lhe garanta um equilíbrio interior suficiente. Em determinado momento, o sujeito prefere acreditar em sua realidade mais que na realidade objetiva exterior. Ele tem necessidade de contar essa história para se sentir tranqüilizado e de acordo consigo mesmo.

A mitomania não pode ser considerada como uma mentira compulsiva, e sim como uma doença que se não tratada pode causar transtornos sérios à pessoa que possui. Em geral, essa manifestação deve-se à profunda necessidade de apreço ou atenção.

A maioria dos casos de mitomanía, ao serem expostos, tornam-se vergonhosos. Todavia, os mitômanos que buscam ajuda por vontade própria, pedindo a seus familiares e principalmente aos seus amigos, são considerados extremamente raros, pois eles veem que estão sofrendo de um mal e desejam acima de tudo curar-se. O papel dos companheiros se torna extremamente importante na vida do indivíduo que sofre da doença, já que eles que irão indicar os pontos e erros.

Grande parte dos casos de mitomania levam ao suicídio, principalmente se associados a depressão e pós depressão. O indivíduo ao não obter o apoio necessário e ser excluído daquele grupo que freqüentava ou participava acaba por vivenciar uma situação sem saída, isto é, o mesmo acaba por ser excluído de seus gostos e vê-se sem aquilo que ama e deseja. Casos comuns demonstram que mitomaníacos envergonhados de si, pelo porte de sua doença, infligem-se o óbito quando abandonados por amante, que não compreendem a sua doença e o abandonam, não acreditando na possibilidade de uma cura ou não reestabelecendo os laços afetivos de antes.

Aconselha-se aqueles que rodeiam o mitômano, principalmente se o mesmo obteve uma conversa clara expondo a sua vontade de melhora, a não largarem-no, podendo tal atitude acarretar desejos inconstantes, profunda melancolia, depressão e desejo de suicídio da parte do mitomaníaco. Inicialmente o mesmo apresentará sintomas de solidão e grande desejo de estar acompanhado daqueles que ama. Contudo, ao ver que isso não é possível, acaba optando pelo desejo de morte.

Motivação

Não se sabe ao certo os motivos pelos quais a mitomanía se manifesta no indivíduo. Primeiro, porque acarreta milhares de fatores sócio-psicológicos da pessoa afetada e, segundo, porque enfatiza uma situação social, podendo, então, mostrar-se eventual dependendo das circuntâncias presentes na época em que o indivíduo está vivendo. Na maioria das vezes é por desejo de aceitação daqueles que o rodeiam .

Cura

A cura do indivíduo reside muitas vezes na implementação de um quadro de cuidados que associa o tratamento em meio psiquiátrico do problema subjacente a um acompanhamento psicoterápico. Tal acompanhamento torna-se a parte mais importante, sendo realizado pelas pessoas que rodeiam o mitômano e que o mesmo requisitou para ajudá-lo. É importante nunca negar ao mesmo tal acompanhamento, sendo este a chave para a cura, até mais importante que um tratamento psiquiátrico

terça-feira, 21 de julho de 2009

sacrifício humano

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OFERENDA DE SANGUE.//ELTON DAS NEVES.

As vozes sinistras reboavam no ar frio, e, envolvido por uma neblina que de tão densa podia-se cortá-la com uma faca, elas entoavam um cântico de sonoridade sombria e tétrica, parecia até que as gargantas dos antigos bruxos haviam sido abertas novamente para entoá-las, o numeroso grupo de encapuzados que trajavam túnicas negras, levavam a jovem vitima que gritava desesperadamente pedindo que á soltassem, no entanto continuando com seu funesto canto ritualístico, o macabro grupo continua sua marcha ignorando tal pedido, e pisando no terreno úmido e verdejante rumo ao seu destino certo. Enquanto alguns levam a garota que tem seus braços e pernas amarrados, sob uma tábua amarronzada com duas varas em suas laterais para que segurando nelas pudessem carregá-la, o restante caminhava solenemente carregando tochas acesas em suas mãos, para iluminar seu caminho ante as trevas da madrugada que caia como um véu negro sobre suas cabeças funestas, tendo sempre presente em seus lábios a entonação do já citado malogrado cântico. Chegados ao seu ponto de destino, a procissão ritualística de indumentária preta subitamente para. Eles estacam diante de uma superfície elevada, um altar de pedra trabalhada com um símbolo muito singular nele esculpido, se trata da figura de quatro luas sobrepostas lado á lado. A histérica jovem deitada sobre a superfície de madeira, é colocada sobre o altar, seus berros de medo e angustia ganham eco sobre a imensidão vazia e escura daquela quinta aonde se encontravam, então do enorme grupo daqueles indivíduos, destaca-se um homem, mesmo trajado de túnica e capuz que lhe escondiam suas feições e linhas delineadas de seu corpo, notava-se sua alta estatura que deveria medir calculando pela sua simples visualização, um metro e noventa e oito, dono de provavelmente cem quilos de pura massa muscular. O que parece ser o líder do grupo vestido de negro em questão levanta sua mão direita no que as vozes de súbito se calam, menos obviamente o da garota que continua á pedir clemência e sua suposta libertação. Tal problema é resolvido quando alguém dela se aproxima para amordaçá-la, sua voz abafada pelo aperto do pano escuro em sua boca, desaparece em meio ao poderoso turbilhão de horror que á cada momento parece crescer dentro dela. O silêncio agora reina absoluto, e depois de algumas frações de segundos, só é quebrada pela voz do líder que munido pela autoridade que tem, se dirige aos seus fies sectários dizendo-lhes: - Meus irmãos, seguidores da “antiga religião”, nesta noite, mais uma vez temos a oportunidade, de oferecermos á “grande Deusa” o sacrifício de vida humana que lhe é devido, para aplacar sua grande fome por vidas, e para trazer bênçãos, graças e força ao seio do nosso grupo de eleitos. É uma troca justa de presentes, entre nós e nossas divindades pagãs, recebemos seus inúmeros favores em troca do poder do sacrifício humano que alimenta sua força enquanto deuses que são. Olhem para a lua,ela está minguante, é tempo da grande Deusa mostrar uma de suas várias faces, á deste período ela se revela como a grande anciã, velha e sábia,conhecedora dos maiores mistérios da vida e da morte. Sim vida e morte, é o que vamos celebrar agora. Neste período de ocaso para nós, da lua que mingua, oferecemos a vida de uma vitima imolada, para que possamos depois de experimentarmos a morte espiritual, tenhamos por meio desta oferenda, das mãos de nossa grande mãe, a ressurreição de nossas almas. E assim partiremos depois para um novo período, aonde felizes, contemplaremos uma outra manifestação de uma das já citadas e diferentes faces da nossa grande Deusa, a lua nova.
Um murmúrio de contentamento ecoa por meio dos lábios do grupo, que até então ouvira em absoluto e atento silêncio o seu mestre. Então ao acabar de proferir tais palavras daquele discurso doentio, ante o olhar cheio de expectativa de todos os presentes, e para o total pânico da jovem moça que amarrada e amordaçada está posta no altar, iluminado pela luz pálida da lua minguante que se ergue dependurada sobre o breu daquele firmamento despido de estrelas, juntamente auxiliada pelas luzes dos archotes acesos de chamas bruxuleantes, o líder retira do interior de sua indumentária sacerdotal preta, um punhal prateado com um desenho em sua lâmina, gravado á ouro das mesmas quatro luas sobrepostas paralelamente entre si, que figuram no altar de pedra, então se dirigindo para aonde está a jovem vitima que está para ser imolada, e que tem seus olhos esbugalhados, tentando soltar o grito que está preso e abafado pela mordaça que lhe tampa cruelmente a boca, ela só consegue em fracionários e angustiados segundos, vislumbrar o brilho da afiada lâmina, que erguida pela mão do seu algoz, desce impiedosamente sobre seu peito, entrando fundo, fazendo com que uma dor aguda e de sensação perfuradora se materialize em seu tórax. Então um grito em meio á escuridão é ouvido, mas não é da moça vitimada pelo punhal, pelo fato dela estar amordaçada, mas de Fernanda que desperta das lembranças do passado em um horrível pesadelo que parece se repetir toda noite.

Comentário: 10

domingo, 19 de julho de 2009

NOSSOS DIAS






Quer ver quantos paradoxos existem no nosso tempo?

Temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos.

Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos. Gastamos mais, mas temos menos.

Compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores, mas famílias menores.

São dias de residências mais belas mas lares quebrados.

Temos mais conhecimento, mas menos poder de julgamento. Temos mais medicina e menos saúde.

Rimos de menos, dirigimos rápido demais.

Nos irritamos facilmente.

Ficamos acordados até tarde e acordamos cansados demais. Raramente paramos para ler um livro.

Multiplicamos nossas posses mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.

Aprendemos como ganhar a vida mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à nossa vida mas não vida aos nossos anos. Já fomos à lua mas temos dificuldade em atravessar a rua e dar boas vindas a um novo vizinho.

Dividimos o átomo mas não os nossos preconceitos. Planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.

São tempos de homens altos e caráter baixos.

Tempos em que se almeja paz mundial, mas a guerra nos lares continua.

Temos mais lazer e menos diversão.

São dias de viagens rápidas,

moralidade descartável,

ficadas de uma só noite,

corpos acima do peso e pílulas que fazem de tudo: alegram, inquietam, emagrecem, matam.

É um tempo em que há muito na vitrine e pouco no estoque. Um tempo em que a tecnologia pode levar até você essas palavras.

E você pode escolher se elas fazem alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla delete!

Não deixe!


sexta-feira, 17 de julho de 2009

pensamento positivo



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O segredo do pensamento positivo
Uma atitude positiva faz um bem danado. Mas ninguém consegue ficar rico só com a força do pensamento. Saiba como isso funciona.


Em qualquer coisa. Numa casa, por exemplo. Imagine-a pintada de branco, com janelas azuis e cercada por um terraço com escadas que levam a um jardim. Ali estão margaridas, girassóis e uma árvore frondosa. Nos 10 segundos que você levou para chegar até aqui, uma avalanche de sinais nervosos ocorreu no seu cérebro. No córtex (camada periférica dos hemisférios cerebrais), milhares de neurônios foram acionados e trocaram informações em frações de segundo.Arquivos de memória foram vasculhados e, sem que você pudesse controlar ou prever, a imagem de uma casa surgiu em sua mente. Por isso, você deve ter sentido um bem-estar, uma vontade de possuir essa casa de verdade. Dentro de nossa caixa craniana ocorrem milhares de outros processos - esse que você acabou de perceber é o que podemos chamar de pensamento positivo, uma idéia que, nas prateleiras das livrarias, vem ganhando contornos de magia.

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